A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 18/08/2021
No filme “Cyberbullying” a adolescente Taylor, ganhou um computador de aniversário e ao criar uma rede social ela vira vítima de brincadeiras de mau gosto, que levem a jovem a sofrer bully virtual. Em paralelo com o que é relatado no filme, evidencia-se como a intimidação virtual poder ser prejudicial para quem sofre o ato. Mesmo sendo um assunto bastante falado em redes socias e ambientes estudantis, ainda se encontra desafios acerca do ódio propagado pelo cyberbullying na rede. Ademais, é fulcral ressaltar a inércia estatal como causa, bem como os prejuízos sociais fomentados em decorrência disso.
Antes de tudo, urge analisar o descaso governamental como impulsionador do impasse. A esse respeito o sociólogo Friedrich Hegel defende a ideia de que o Estado deve proteger seus “Filhos”. Todavia, em contraste com essa concepção o número de pessoas que sofrem com esse vilão é gritante. Assim, o Brasil se mostra incapaz de realizar o combate direto à problemática, faltando capacitação técnica da população para lidar com esse mal. Como também projetos educativos com divulgação e discussão ampla das leis que tratam dessa temática. Dessa forma fica claro que enquanto o Poder público não der a devida atenção a isso o país será obrigado a conviver com um dos maiores problemas do século XXI.
Outrossim, vale destacar os prejuízos sociais dessa temática. Desse modo, o sociólogo Emille Durkheim afirma que quando a sociedade é atacada por uma crise, o único fim dos indivíduos é o sofrimento. De maneira análoga, encontra-se a agrura dos internautas, principalmente os jovens, que são os mais afetados. Estes sofrem com o crime de ódio do cyberbullying. Sobre esse assunto, a SanferNet divulgou dados que mostram os números de denúncias de cyberbullying aumentaram em 500%, entre 2012 e 2014.
Portanto, é imperiosa a aplicação de medidas a fim de minimizar os impactos desse cenário. Logo, na tentativa de proteger seus “filhos” cabe ao Ministério da educação capacitar tecnicamente a comunidade escolar e as famílias, para identificarem a origem e agir de forma eficaz. Além de promover uma maior divulgação e discussão das leis sobre bullying nas grandes mídias, inclusive nas redes sociais, para trazer a devida seriedade ao problema e aos olhos da sociedade.