A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 28/08/2021
O filme “Cyberbully” narra a história de Taylor, uma adolescente que ganhou seu primeiro computador de aniversário e se conecta em uma rede social famosa entre os jovens de sua cidade. Porém, tudo muda quando Taylor se descobre vítima de bullying virtual que, no final, irá destruir sua saúde mental. Apesar deste filme ser uma obra ficcional, esta produção retrata um ambiente vivido por uma parcela de brasileiros, uma vez que estes, gradualmente, ao se expor na internet, serão levados até seus limites por serem sujeitos passivos do cyberbullying. Nesse sentido, para saber as melhores formas de combater os crimes de ódio na internet, é imprescindível ir até as raízes do problema.
A princípio, a base familiar lacunar é uma das principais responsáveis por esse complexo cenário. Nesse viés, a perspectiva da pesquisa “Instituição Zumbi”, do filósofo Zygmunt Bauman, evidencia que as famílias tentam manter a suas imagens a todo custo, mas sem cumprir com suas devidas funções. Desse modo, a negligência parental para com uma educação correta — tal como é denunciado por Zygmunt Bauman — desde a infância, implica no desenvolvimento de seres humanos efetivadores do bullying em redes sociais. Isto posto, esta insensatez parental resulta na criação de indivíduos com carência disciplinar, fazendo com que a vida de outras pessoas seja demasiadamente afetada por toda essa irresponsabilidade, exatamente como ocorreu com a vida da protagonista em Cyberbully. Assim, enquanto o corpo parental ignorar a intensificação de um decente ensino domiciliar, a prática de crimes digitais continuará perseverando entre os brasileiros.
Outro fator a ser mencionado é a escassez de debates midiáticos, na qual faz-se ser um proveniente dificultador dessa objeção. Conforme decorreu no século XVII, ou séculos das luzes, o Iluminismo tornou-se um veículo de informações para difundir seus ideais entre a população e acarretar na queda do absolutismo. Sendo assim, o dever nato da imprensa midiática é incentivar as denúncias instantâneas das vítimas e, assim como os iluministas fizeram, contribuir com a disseminação de conhecimentos verídicos, a fim de evitar a perduração de ataques violentos na internet. Dessa maneira, com o insuficiente debate televisionado, não haverá a exibição do Código Penal, normas que citam as punições para atos infracionais — como os delitos digitais — na tentativa de refrear a violência online.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o problema discutido. Urge a ação de campanhas em massa, por meio de verbas governamentais, realizadas pelo Ministério da Educação e Cultura, com o intuito de reeducar as famílias da nação para orientarem seus filhos a seguirem caminhos honestos e os instruírem para praticarem o bem. Espera-se que, com isso, o cyberbullying diminua paulatinamente e os estudos do filósofo Zygmunt Bauman sejam apenas ideologias utópicas.