A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 28/08/2021

Segundo a lei da inércia, de Newton, um corpo permanece em repouso quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da Física, é possível perceber a mesma condição na questão da recorrência de cyberbullying na internet. Diante dessa perspectiva, configura-se um grave problema, em virtude da falta de debate e da baixa atuação estatal.

Em primeiro plano, destaca-se que a falta de debate acerca da manutenção do cyberbullying é um fator consolidador do problema. Segundo o filósofo Habermas, a linguagem é uma verdadeira forma de ação, entretanto, proposições como a de Habermas têm sido tratadas como triviais na sociedade. Como resultado, pessoas que sofrem ataques de ódio nas redes não se sentem representadas e não procuram ajuda. Assim, sem dialogo sério e massivo a resolução da questão é impedida.

Outrossim, é imperativo pontuar que a baixa de atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos para coibir o cyberbullying. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, cabe ao estado garantir os direitos de seus cidadãos, o que não tem ocorrido no Brasil. Com efeito, a ineficácia do Ministério da Educação em oferecer o devido apoio e suporte ao combate da violência nas redes gera nos cidadãos a sensação de desamparo. Logo, é inadmissível a não reformulação da postural estatal.

Portanto, é imprescindível que medidas devem ser tomadas de forma urgente. Nesse sentido, urge que o Ministério da Educação em conjunto com o Tribunal de Contas da União, realize campanhas publicitárias nas redes e nas escolas brasileiras acerca da questão do cyberbullying, a fim de oferecer apoio a quem sofre violência online e coibir possíveis infratores. Somente assim, será possível o Brasil alcançar a sociedade proposta por Hobbes.