A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 23/09/2021
O mundo líquido, assim como a internet tem como configuração a ausência de divisões e barreiras, onde é possível se esconder atrás de um anonimato. As redes sociais tornaram-se a principal ferramenta para ofender e criar calúnias.
Segundo o sociólogo Zygmun Bauman, o mundo moderno é como um líquido que flui com facilidade sem tomar uma forma definitiva e, paralelamente, uma das ferramentas mais utilizadas nessa Era é a internet, onde as relações tomam a mesma configuração, laços podem ser criados e desfeitos, com apenas um clique, como também, possibilita ser quem você quiser, ao criar um perfil fake. Esse foi o caso de Megan Méier, uma adolescente estadunidense que cometeu suicídio após receber insultos de outros jovens que aderiram a briga de uma mensagem recebida pelo MySpace (rede social), de seu namorado dizendo que “o mundo seria um lugar melhor se você não existisse”. Após investigações descobriram que “Josh”, como se passava o namorado virtual, era uma mulher de 47 anos que buscava vingança por sua filha, uma ex amiga de Megan.
Uma das formas de ofensas que utiliza como ferramenta as redes sociais é o cyberbullyng, aonde quem o pratica se esconde atrás de anonimato, pois acredita que sua identidade está protegida. Assim, por meio de mensagens ofensivas, comunidades ou até mesmo ao se passar por amigo para tirar informações confidenciais e depois usá-las para chantagear. De modo que, quem o sofre tem como consequência o isolamento social e tristeza, que com o tempo, a pessoa pode desenvolver depressão e até mesmo suicídio.
É, perceptível, portanto, que o cyberbullyng apenas se intensifica em uma sociedade onde acredita-se que é possível ofender e sair impune. Cabe ao Governo Federal juntamente com o Ministério da Educação, a implantação de leis que configurem a internet um ambiente mais seguro e democrático, de forma a punir duramente quem pratica cyberbullyng e proteger futuras vítimas