A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 22/09/2021
De acordo com a revista Quem, a equipe da influenciadora digital, Liziane Gutierrez, fez uma publicação contra os crimes de ódio e cyberbullying que a famosa está recebendo por causa de sua aparência. De maneira análoga, a ação de destilar ataques gratuitos nas redes sociais, tem se tornado cada vez mais frequentes no Brasil. Dessa forma, cabe analisar o que permite com que esses comentários maldosos permaneçam, como a falta de constituições rígidas, a consequência para as vítimas, como o suicídio, e uma possível medida.
Sob esse viés, é válido ressaltar que a ausência de leis rigorosas na internet contribui com que as menções desrespeitosas continuem. Nesse sentido, em uma entrevista para o jornal Fantástico, uma mulher anônima relata que não tem medo de um dia pagar pelos efeitos de seus comentários por não ter nenhuma punição. Diante a isso, pode-se afirmar que a não identificação dos usuários permite com que muitos se sintam seguros para digitarem o que bem entendem, além disso, o fato de alguns donos das redes não se responsabilizarem pelos crimes cibernéticos que ocorrem em suas plataformas, faz com que os ataques maldosos se proliferem. Sendo assim, é inadmissível que os criminosos continuem impunes de seus atos.
Ademais, o cyberbullying pode fazer com que as pessoas se matem. De acordo com o site Capricho, a ex “influencer” Dielly Santos, se suicida após receber muitos comentários gordofóbicos em seu “instagram”. À vista disso, é possível dizer que esses ataques não ficam esquecidos na internet, pelo contrário, são lidos pelas vítimas e podem gerar graves consequências como: ansiedade, depressão, insônia além do autocídio. Portanto, é inaceitável que os inocentes tirem a própria vida em prol dos internautas que destilam sua antipatia.
Desse modo, cabe ao poder Legislativo junto com os próprios criadores das redes sociais se responsabilizarem e diminuírem os cibercrimes, a legislação por sua vez, contribuiria por meio do aumento do valor da multa e tempo de prisão. Enquanto os donos das plataformas digitais, ajudaria por intermédio de melhorias em suas redes, que permita com que os infratores sejam identificados, além da proibição de palavras preconceituosas que se enquadram como gordofóbicas, racistas etc. Dessa maneira, é possível controlar um pouco dos crimes virtuais e impedir com que muitas vítimas -assim como a Dielly Santos - se suicidem.