A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 09/09/2021
O aplicativo “instagram” permite o compartilhamento da vida por usuários de todo o mundo. Embora muitas pessoas se divirtam com isso, existem outras que sofrem por causa dos ataques virtuais. Entretanto, os crimes de ódio e de cyberbullying ocorrem tanto nesse aplicativo como em toda a internet. Por isso, é preciso discutir sobre como a falta de respeito causa a crueldade digital que, por consequência, aumenta o número de doentes psicológicos.
Primeiramente, a falta de respeito ajuda a transformá-la em vilã. Segundo a História, o preconceito e a discriminação sempre estiveram presentes no encontro entre os povos diferentes por uma comunidade achar que é melhor do que a outra. Obseravaram-nos, por exemplo, no imposição dos costumes europeus aos nativos brasileiros no ano de 1500 e, também, na contínua guerra entre sunitas e xiitas no Oriente Médio. Dessa forma, é inviável acreditar que na internet ocorreria diferente, visto que há povos de culturas divergentes no mesmo ambiente. Ou seja, mesmo com a existência de leis contra o bullying, o choque de cultura e de opinião somado a crença de superioridade influenciam as pessoas a dizerem o que pensam sem a preocupação com o outro. Ademais, devido aos ataques virtuais, acreditar na existência da tolerância e do respeito na sociedade é uma utopia, por enquanto. Por isso, a pouca consciência coletiva e a não aceitação da diferença são responsáveis pelo ambiente digital cruel.
Além disso, o ódio compromete a saúde dos cidadãos. Recentemente, a mãe da influenciadora Vivi compartilhou, no “instagram”, uma mensagem da filha dizendo que não aguentava mais viver por causa da violência sofrida constantemente na rede. E, também, a Vivi chegou a publicar foto das mensagens recebidas que incluíam ofensas e até o desejo da morte dela. Sob essa perspectiva, é válido afirmar que outros seres humanos, além da influenciadora, recebem tanto ódio na internet, muitas vezes sem terem feito nada de errado, que ficam depressivos ou ansiosos e, eventualmente, suicidam-se. Portanto, o cyberbullying aumenta os transtornos e as doenças mentais na comunidade.
Por conseguinte, para acabar com os crimes de ódio no meio digital medidas deverão ser tomadas. Em primeiro lugar, cabe ao governo fiscalizar, por meio de algoritmos, e punir os usuários criminosos que são responsáveis pela disseminação de xingamentos, de palavras homofóbicas e de frases xenofóbicas. A fim de evitar o aumento de doenças psicológicas nas vítimas. E, por último, é responsabilidade das escolas e dos pais ensinar os jovens sobre o respeito às opiniões e às culturas distintas. Dessa maneira, a existência da tolerância e do respeito não será mais utópica e, assim, o “instagram” será divertido para a maioria.