A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 25/09/2021
No documentário “Audrie e Daisy”, é retratado a história de duas meninas que sofreram abusso sexual e cyberbullying na internet. Ao longo da trama, é apresentado uma série de imagens e vídeos divulgados pelos seus agressores, tornando então a vítima como fonte de piadas e risos nas redes sociais. Fora do depoimento, os atos de crime e exposição nas redes, assim como a carência de diálogo sobre o tema, continua sendo uma realidade no Brasil, tornando necessária a tomada de novas medidas que resolvam definitivamente a questão.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de intervir governamentais para combater a prática de delitos na internet. Nesse sentido, há o aumento de jovens que passam a se retrair em casa, muitas vezes abandonando a escola, por medo de se sentirem ridicularizados e ameaçados. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a segurança e a educação, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar a criação de perfis fakes como impulsionador do cyberbulling no Brasil. Diante de tal exposto, a falta de supervisionamento dos perfis, acaba tornando livre à aparição de grupos e usuários divulgando conteúdos obscenos ofendendo outras pessoas. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, em parceria com o Comitê gestor da Internet, é imprescindível que o Governo, deve disponibilizar um maior número de defensores públicos, responsáveis por fiscalizar esses crimes, bloqueando a usuários da internet que pratiquem a qualquer ato de difamação social, a fim de diminuir as chances de acréscimo de malfeitorias na internet, preservando a identidade e integridade das vítimas. De acordo com Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Assim sendo, o MEC instituirá palestras nas escolas ministradas por psicólogos, que discutam o combate à violência nas redes e divulgem formas de denunciar tais abusos, com o feito de conscientizar futuras como gerações e impedir futuros crimes.