A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 22/09/2021

Na série “13 reasons why” ou em tradução literal “13 razões porquê” é narrada a história de Hannah Baker, uma estudante que depois de sofrer bullying na escola e nas redes sociais, decide se suicidar. Fora da ficção, pode-se observar histórias de cyberbullying parecidas com a da personagem, que ocorrem recorrentemente no Brasil, e os principais motivos para esse fenômeno são: a alta exposição nas redes e a cultura do cancelamento.

Em primeiro plano, observa-se os “memes”, que é o tipo de humor exposto nas redes sociais. Esse tipo de expressão humorística, que apesar de apresentar um intuito positivo, pode reverter-se em trágicas consequências. Como exemplo disso, nota-se a história de Lara, estudando que ficou nacionalmente conhecida pela frase, “Já acabou Jéssica”, que contou em entrevista à “BBC”, como essa exposição à qual foi submetida alterou totalmente a sua vida, desencadeando depressão e evasão escolar. Situações como essa escancaram os problemas dessa exibição excessiva nas redes, e também suas consequências, podendo ocorrer o suicídio do indivíduo.

Ademais, pode-se observar a cultura do cancelamento, que é a união de diversos usuários da rede, contra apenas uma pessoa. Em casos como o mencionado, o mais recente e notório, foi o da cantora Karol Conka, que participou de um reality show e teve suas atitudes julgada por muitos. Em decorrência disso, Karol sofreu uma grande represália nas redes sociais, refletindo em sua vida pós reality, prejudicando sua carreira. Tal ato expõe o perigo da prática do cancelamento, e seus desdobramentos, como por exemplo, exclusão do meio social e o desemprego.

Portanto, para que os crimes de ódio e o cyberbullying sejam controlados no Brasil, o Poder Legislativo deve revisar as leis de combate aos crimes virtuais, por meio de maiores e mais severas punições aos indivíduos praticantes do desrespeito online. Essa medida visa impedir novos casos de cyberbullying e garantir maior condenação aos responsáveis. Assim será possível que histórias como de Hannah Baker fiquem apenas na ficção.