A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 28/09/2021

Na série “Control Z”, é retratado uma escola de ensino médio, que passam a ser divulgados vários vídeos nas redes sociais difamando os seus alunos e levando-os a adquirem transtornos psicológicos. Infelizmente, essa realidade conhecida como cyberbullying não é comum somente nas obras cinematográficas, acometendo diversos adolescentes e adultos de forma extremamente negativa. Nesse sentido, a fim de mitigar os males relativos a essa temática, é importante analisar a falta de denúncias e empatia pela sociedade.

Em primeira análise, é fundamental pontuar a falta de denúncias como principal agente influenciador do aumento dos casos de cyberbullying. Atualmente, o uso das redes sociais está cada vez mais abrangendo toda a população e com isso mais usuários maldosos e com intenções negativas geram atos de preconceito, insultos e difamação e se escondem em perfis falsos sem a revelação de suas identidades ficando impunes das consequências de seus atos. Uma vez que a internet é uma extensão da sociedade, leva com ela todas as formas de discriminação, sendo necessária a prestação de queixas por parte da sociedade civil com o intuito de que mais perfis fakes sejam descobertos e os casos de cyberbullying se reduzam gradativamente.

Ademais, é imperativo ressaltar a falta de empatia das pessoas como promotora do cyberbullying. Segundo o filósofo Byung Chul-Han, o século XXI é denominado por uma sociedade do desempenho, na qual a individualidade é extremada em detrimento do altruísmo. Nesse panorama, o indivíduo, imerso em si mesmo, não consegue enxergar e aceitar a pluralidade dos outros seres humanos que o circundam. Dessa forma, o cidadão brasileiro, inserido nessa lógica passa a fazer bullying virtual com outras pessoas por ser diferentes dela e sem pensar nos males que esses crimes irão causar em suas vidas. Nesse contexto, evidencia-se a necessidade de serem tomadas posturas diferentes por parte dos brasileiros praticantes do cyberbullying.

Portanto, é mister a adoção de medidas que contribuam para combater o cyberbullying. Nesse sentindo, cabe ao Governo federal em parceria com empresas de redes sociais como Facebook, Instagram, Twitter e Youtube, criar um robô capaz de identificar atos de crimes virtuais por meio de algoritmos capazes de encontrar qualquer tipo de bullying, cabe também, a todas as pessoas que pratiquem esses crimes sejam punidas com multas de 500 a 5000 reais dependendo da gravidade do ato além de poderem ser julgados no tribunal, a fim de que a internet seja um ambiente seguro. Com essa ação, os brasileiros não enfrentarão as mesmas adversidades dos estudantes afetados na série “Control Z”.