A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 03/10/2021

Jean-Paul Sartre, filósofo existencialista, discorre que o homem é condenado a ser livre, sendo portanto, responsável pelos seus atos. De maneira análoga, ao analisar os crimes de ódio e cyberbullying na rede, percebe-se que essa problemática tem como responsável a própria coletividade, que, por isso, promove a falta de apoio do Estado. Logo, faz-se necessário um debate em torno de tais elementos do cotidiano.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a impunidade presente na questão. Nessa perspectiva, a máxima de Martin Luther King de que ‘‘A justiça num lugar qualquer, é uma ameaça em todo lugar’’, cabe perfeitamente. Desse modo, tem-se como consequência a generalização da injustiça e a prevalência do sentimento de insegurança coletiva no que tange os crimes de ódio e cyberbullying na rede.

Além disso, os crimes de ódio e cyberbullying nas redes encontra terra fértil no individualismo. Na obra ‘‘Modernidade Líquida’’, Zygmund Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo egoísmo. porquanto, há como consequência disso, a falta de afinidade, pois, para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar apenas para si. Essa liquidez que influi sobre a questão dos crimes de ódio e cyberbullying na rede funciona como um forte empecilho para a sua resolução.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isto ocorra, o MEC (Ministério da Educação) juntamente com a secretária da cultura deve desenvolver palestras em escolas, para alunos do Ensino Médio, por meio de entrevistas com vítimas do problema, bem como especialistas no assunto. Tais palestras devem ser webconferência nas redes sociais dos ministérios, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre os crimes de ódio e cyberbullying na rede e atingir um público maior.