A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 25/10/2021

Após à chegada da Revolução Industrial, grande porcentual da sociedade teve maior acesso aos aparelhos tecnológicos e à internet. No entanto, no atual cenário brasileiro, observa-se que os meios digitais tornou-se o grande vilão para à população, na qual os discursos de ódio e o cyberbullying estão cada vez mais presentes na atualidade. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude do medo de denunciar e a falta de empatia por parte da população.

A priori, vale salientar que o receio em denunciar o criminoso que comete o cyberbullying, caracteriza-se como complexo dificultador. Sob essa lógica, o Imperativo Categórico, de Kant, preconiza que o indivíduo deve agir apenas segundo a máxima que gostaria de transformar em lei universal. Entretanto, no que tange à questão  do cyberbullying há uma lacuna no dever moral quanto ao exercício da denúncia, haja vista que na maioria dos casos à vítima é ameaçada para não efetuar a denúncia, e por conquência do medo acaba não acolocando-a em prática.

A porteriori, na obra “Modernidade Líquida”, Zugmunt Bauam defende que a pós-modenidade é formente influenciada pelo individualismo. A tese do sociólogo pode ser observada de maneira análoga e específica na realidade brasileira, na qual é notório que o individualismo e a falta de empatia são explicações para os crimes e discursos de ódio no âmbito digital, de certo modo, a vítima pode adiquirir depressão ou até mesmo  chegar a cometer suicídeo devido a pressão psicológica sofrida.

Diante do exposto, nota-se que medidas são necessárias para resolver o impasse. Cabe então, ao Ministério da Saúde, em parceria com as mídeas de grande acesso e com o Governo, divulgarem amplamente, por meio das redes sociais e canais de televisão, as causas e as possíveis consequências do uso inadequado da internet com o intuito de denegrir a indentidade física de outra pessoa na sociedade, e oferecere apoio com psicólogos na rede de saúde pública para as vítimas afetadas por esse crime. A fim de que o cyberbullying e os crimes de ódio sejam freados e a internet não seja mais vista como a vilã.