A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 16/11/2021
É de conhecimento geral que as duas Grandes Guerras Mundiais proporcionaram avanços tecnológicos para o mundo em diversas vertentes, e em especial, com a criação do ENIAC - o primeiro computador da história - durante a Segunda Guerra, na criação do que atualmente é a internet. Hodiernamente, há uma infinidade de informações, de todas as categorias. Entretanto, quando observados os crimes de ódio e cyberbullying nas redes, observa-se que a internet também possui aspectos ruins que necessitam de correção. Com isso, pode-se apontar como potenciais causadores do óbice as falhas no sistema educacional e a omissão familiar, que fazem com que este problema persista.
Sob esse viés, o descaso das instituições de ensino para com o tema é notório fator agravante na problemática. Segundo o filósofo prussiano Immanuel Kant, “o homem é aquilo que a educação faz dele”; e, seguindo este pensamento, conclui-se que as escolas têm grande importância na vida de um indivíduo, em quaisquer aspectos. Porém, nota-se que faltam debates e instruções acerca do espaço virtual, o que é imprescindível para a boa formação digital dos alunos, e possível caminho para combater o ciberbullying. Dessa forma, os educandários falham na estruturação de seus estudantes.
Ademais, vale ressaltar a irrefutável influência do desleixo familiar como agente perpetuador desse revés. Isso decorre, principalmente, do fato de que os pais, em diversas situações, não estão cientes sobre os sites que seus filhos acessam na web, e o que estes fazem enquanto navegam. Além disso, a geração atual é muito acostumada com a internet, enquanto seus responsáveis costumam ser contínuos aprendizes nesta e, por isso, não conseguem acompanhar tantas inovações. Por isso, a desatenção da família com seus filhos contribui negativamente com a perpetuação da vicissitude, e pode gerar adultos inconsequentes e criminosos.
Verifica-se, portanto, que são necessárias medidas para mitigar o entrave dos crimes de ódio e cyberbullying. Para tanto, cabe às escolas - que tem como função social a elevação do indivíduo ao saber - criarem projetos de conscientização sobre a internet. Por meio de palestras, aulas de informática e dinâmicas com a presença dos familiares, com fito de ensinar desde noções básicas sobre a web, até os perigos presentes nesta, será possível o surgimento de uma nova fase na internet, aperfeiçoada e mais segura para todos.