A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 06/11/2021

De acordo com a filósofa existencialista Simone de Beauvoir, o maior problema do indivíduo é familiarizar-se com os escândalos. Analogamente, no contexto nacional atual, percebe-se a consolidação de uma grave problemática a se habituar com crimes de ódio e cyberbullying na internet. Isso ocorre, seja pela má influência midiática, como também, pela lenta mudança na mentalidade social.

Dessa forma, em primeira análise, a falta de informações corretas divulgadas pela a mídia é um desafio presente no problema. Isso, consoante ao pensamento de A. Schopenhauer de que os limites do campo de visão de uma pessoa determina seu entendimento a respeito do mundo que a cerca, ocorre porque a mídia é deficitária e pouco prepara o cidadão no que tange à internet,  tal como os crimes e bullyings cometidos na rede. Assim, é preciso que o meio midiático seja visto como colaborador ao informar a comunidade, para não prejudicar o coletivo.

Em paralelo, a alienação social é um entrave no que tange à problematica. Nesse viés, Chimamanda Adichie defende que “A cultura não faz as pessoas; as pessoas fazem a cultura”. Tal perspectiva aponta para a responsabilidade individual de mudar o pensamento coletivo sobre a internet e seus perigos, bem como as consequências apartir dos crimes de ódio na rede. Por isso, é preciso suscitar a ação individual para a construção de uma sociedade desejada.

Urge, portanto, a necessidade que os meios midiáticos, com sua grande abrângencia, por meio de entrevista com especialistas no assunto e “podcasts”, informem a comunidade sobre os impactos que os crimes e cyberbullyings cometidos na rede pode causar. Tal ação, pode ainda, ser divulgada por grandes perfis do instagram para atingir mais pessoas. Com isso, o corpo civil será mais educado e a desinformação não será mais uma realidade no Brasil.