A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 07/11/2021

A Constituição Federal de 1988 é um documento que, apesar da recente elaboração, possui representatividade internacional pela sua vanguarda jurídica em garantir uma sociedade justa e digna a todos. No entanto, mesmo diante da existência desse documento, a ótica da internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede ainda persiste no Brasil, demonstrando a limitação prática deste código legal e a necessidade de se combater esse problema. Nesse sentido, torna-se claro que essa situação tem como origem a satisfação do opressor em intimidar as pessoas. Assim, não só o a danificação da saúde mental, como também a precária segurança no meio virtual aprofunda essa situação problemática.

Convém enfatizar, a princípio, que os ataques de ódio na internet são responsáveis por prejudicar o estado psicológico dos indivíduos conectados, seja pela alta frequência de comentários humilhantes, seja pelo aumento de opressores nas redes sociais. Dessa forma, o desespero da vítima desencadeia possíveis transtornos mentais, como a depressão e ansiedade. Na plataforma Netflix, encontra-se uma série chamada “13 Reasons Why” no qual uma adolescente, Hannah Baker, sofre com diversos boatos e a publicação de imagens de sua vida pessoal nas mídias sociais, no final da obra, a jovem comete suicídio. Diante de tal exposto, é nótorio a gravidade do empecilho na comunidade, já que essas intimidações podem levar uma pessoa saudável ao ato de tirar a própria vida.

Nesse contexto, observa-se que o sistema de privacidade no ciberespaço é, totalmente, fragilizado. Esse quadro advém da negligência tecnológica em desenvolver sites e plataformas seguros, visto que o modelo de criptografia, que possui a função de impedir o acesso de outros usuários a dados armazenados, tem falhado em inúmeros casos, tal como o compartilhamento de conversas privadas. À vista disso, alguns opressores invadem aparelhos eletrônicos de suas vítimas e realizam a coleta de informações pessoais, com o intuito de chantagear ou ofender seus alvos. Segundo Steve Jobs, a tecnologia move o mundo, em outras palavras, a rede de comunicação é capaz de movimentar as ações dos seres humanos, sejam elas boas ou ruins.

Sob esses viés, fica evidente o lado sombrio que a internet apresenta em relação a atividades agressivas. Nesse âmbito, cabe ao Ministério da Saúde e Comitê Gestor da Internet no Brasil, órgãos responsáveis pela manutenção da cidadania e conexão no espaço virtual, providenciar trabalhos voluntários e uma política funcional de proteção nas mídias por meio da criação de atividades que incentivem a empatia, campanhas e palestras escolares, a fim de propiciar bem-estar e saúde. Dessa forma, os cidadãos brasileiros estarão protegidos contra humilhações na Era da Informação.