A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 07/11/2021
Os avanços tecnológicos do século XXI trouxeram demasiadas vantagens em relação a facilidade de execução de trabalhos e, sobretudo, no acesso a mídia. Não obstante, nos tempos presentes, a internet vem surgindo como uma vilã, com o surgimento dos crimes de ódio e cyberbullying nas redes sociais, os quais emergem como um grave impasse social. Esse fator ocorre pela enorme dificuldade de punição, por parte do Estado, para com os criminosos. Deste modo, a criação de orgãos por parte do Ministério da Justiça, os quais tenham foco único em extinguir crimes virtuais, é medida que se impõe.
Sob esse prisma, um levantamento realizado pelo instituto de pesquisa Ipsos revelou que o Brasil é o segundo no ranking de cyberbullying no mundo. Isso ocorre em função da enorme da enorme taxa de impunidade contra crimes no Brasil, de modo a dar total confiança e liberdade pra o criminoso “trabalhar”. Desta maneira, é clara e notável a falta de interesse do Estado em alocar forças de repressão sobre os malfeitores, e de criação de leis de punição com eficácia.
Outrossim, outro ponto que gera um enorme aumento de confiança por parte do criminoso é a falsa ideia de que as redes sociais são um “mundo à parte”, e que tudo o que se fizer neste, ficará recluso. Com isso, qualquer um tem coragem de se expor na internet sem qualquer temor de consequências futuras, como é esclarecido em uma tirinha do jornal O Casarão, na qual um rapaz ofende o outro presencialmente, sem qualquer medo do resultado, pois pensa estar na internet. Desse modo, é óbvia a falta de conscientização da sociedade acerca do uso correto das redes sociais.
Urge, portanto, que o Ministério da Educação elabore reuniões com palestras a fim de conscientizar a sociedade sobre o correto uso da internet e, preincipalmente, das redes sociais. Também é eficaz a criação de orgãos de defesa do usuário da área virtual por parte do Ministério da Justiça, de modo a repreender e punir os criminosos virtuais. Além da criação de leis específicas e uma maior fiscalização por parte do Estado. Assim, garantido uma real segurança para os consumidores da internet e suas áreas.