A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 08/11/2021
Durante a Guerra Fria, a disputa entre os Estados Unidos e a União Soviética estimulou pesquisas militares relacionadas aos meios de comunicção, que resultou na criação da internet, possibilitanto um amplo acesso à informação e integração mundial. Entretanto, mesmo que essa ferramenta sirva para melhorar a vida da população, uma parcela dela utiliza como meio de opressão através do cyberbullying -movimento de disseminação do ódio na internet- que afeta drasticamente a vida de muitas pessoas todos os dias. Com isso, é necessária a devida atenção para os caminhos resolutivos do problema, sendo esses, agravados pela falta de debate e a impunidade atrelada à omissão do Governo.
Em primeiro lugar, cabe frisar que o silenciamento da nação diante do exposto, abre margem para a perpetuação do mesmo. Nesse sentido, o filósofo Habermas defende que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, a falta de debate sobre as consequências desse crime -registrado no Código Penal brasileiro-, resulta na falsa impressão de que essa onda de ódio é um tema de baixa relevância.Porém, os altos índices de transtornos psicológicos provocados por ofensas virtuais mostram os danos, que às vezes, podem ser irreversíveis como, por exemplo, os casos de suícido, no qual o Brasil está em oitavo lugar no ranking países com maiores índices. Então, mesmo que a população possua o poder grandioso de reverter esse quadro através da dicussão, a inação faz com que uma garnde parcela da sociedade seja atormentada por esse vilão que é o cyberbullying.
Além disso, vale ressaltar que a omissão do Estado no combate dessa problemática faz com que o número de vítimas aumente proporcionalmente ao aumento de usuários da internet. Segundo o conceito “Instituição Zumbi” do filósofo Zygmunt Bauman, mesmo que existam instituições asseguradoras de direitos, elas não cumprem sua função social. Nesse sentido, o Estado se tornou um agente passivo no que tange o combate dessa onda de ódio na qual o país está mergulhado. Com a falta de campanhas que combatam esse problema e a impunidade atrelada ao pensamento invalidativo da gravidade dessa situação, a população - principalmente os mais jovens-, fica sucetível e vulnerável aos ataques cibernéticos, mesmo que sua proteção esteja garantida constitucionalmente.
Portanto, para que o país possa avançar socialmente e alcançar a igualdade e conforto, medidas precisam ser tomadas.Logo, cabe ao Governo Federal-maior órgão provedor do bem-estar social- promover o amplo acesso à informações sobre esse crime por meio de debates e eventos nas escolas e faculdades que discutam sobre os maleficíos do cyberbullying,e divulgar canais de denúncias -juntamente com a aprimorização dos mesmos-, para que o número de vítimas desses ataques possa dimunir significamente.Assim,a criação da internet se tornará positivamente agregadora para a nação.