A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 11/11/2021

O filme “Ciberbully” conta a história de Taylor Hillridge, uma adolescente que se torna vítima de bullying online. Taylor se anima pela perspectiva de independência quando ganha um computador de sua mãe, mas logo se descobre vítima de ciberbullying. Fora da ficção, a realidade apresentada não é diferente, visto que crimes de ódio e ciberbullying estão cada vez mais acentuados devido a grande liberdade proporcionada pela internet. Nessa perspectiva, pode se observar que essa situação ocorre tanto por causa da ausência de proteção no meio virtual, como pela falsa sensação de barreira entre a vida online e a offline.

Primeiramente, vale ressaltar a falta de proteção do internauta como um fator agravante da situação. O filósofo Jean Rousseau, afirma que na medida em que o Estado isenta-se da garantia dos direitos do cidadão, há um descumprimento do contrato social elaborado junto à sociedade. No cenário atual, lamentavelmente, a indiferença do Estado diante dos crimes online, culmina na impunidade dos transgressores e promove um aumento nos ataques cibernéticos. Tal atitude acaba gerando diversas sequelas nas vítimas, como ansiedade, depressão, entre outros transtornos psicológicos. Logo, faz-se necessário um enrijecimento da fiscalização das ações na internet.

Somado a isso, vale ressaltar a falsa sensação de distância entre a realidade online e a física. Para Maquiavel, grande historiador italiano, a fito de descobrir quem o homem realmente é basta dar-lhe poder. O poder fornecido pela internet ao permitir que o indivíduo se expresse de maneira livre, faz com que ele desperte e reproduza comportamentos agressivos e incoerentes que, provavelmente, ele não teria coragem de praticar na vida real. Como resultado, têm-se cada vez mais ataques de ódio e bullying no ambiente virtual.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério de Segurança Pública deve possibilitar a todos os indivíduos o direito de navegar pela internet seguramente por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Nele deve constar a obrigação do Estado, mantenedor das garantias e direitos fundamentais de cada cidadão, em promover a segurança dos internautas e punir adequadamente os agressores, a fim de diminuir os ataques online. Espera-se com essa medida acabar com crimes de ódio e cyberbullying na rede.