A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 12/11/2021
No advento da terceira Revolução Industrial, a tecnologia cresceu de maneira exorbitante, e com ela surgiu a internet. De maneira análoga ao período citado, a internet se tornou uma vilã para a sociedade, na qual distribui crimes de ódio e cyberbullying na rede, e isso persiste na atualidade. Assim sendo, fatores como a falta de empatia das pessoas na internet e a falha estatal fomentam esse cenário nefasto a ser mitigado no Brasil.
Na série televisiva Gossip Girl´´, são retratados vários acontecimentos na vida da elite de Manhattan, entre eles as discussões e os conflitos causados pelagarota do blog´´ - personagem oculta durante quase toda a série - por causa de fofocas no site. Contudo, embora o viés da produção seja artístico, é evidente que a narrativa se mostra como uma representação social, principalmente no que tange à falta de empatia das pessoas na internet. Nesse prisma, infelizmente, as mídias sociais se tornaram grandes impulsionadoras do cyberbullying, uma vez que, diariamente as pessoas são atacadas´´e criticadas nas redes sociais, sofrendo o mais atual cancelamento´´, por mostrarem ser diferentes do padrão imposto pela sociedade.
Ademais, a Constituição Federal de 1988, prevê em seu artigo 6º, o direito a segurança como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se fala sobre a falha estatal com os crimes de ódio espalhados na internet. Nessa perspectiva, lamentavelmente, é muito comum pessoas serem alvos de preconceitos como o machismo, a homofobia, o racismo, entre outros, na internet, o que pode ocasionar traumas e até levar ao suicídio.
Destarte, para resolver a problemática dos crimes de ódio e cyberbullying na rede, cabe ao Governo Federal, por meio de campanhas e projetos, incentivar a empatia, a solidariedade e o respeito com o próximo, para que a propagação do ódio na internet seja eliminada. Assim, uma nação mais harmônica será formada e o direito à segurança será efetivado.