A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 18/11/2021
Analogamente à teoria contratualista de Thomas Hobbes, a qual evidencia a instauração do caos coletivo - “Guerra de todos contra todos”- frente à falta de leis, a precariedade normativa no campo virtual possibilita a disseminação de comentários odiosos,críticas e barbárie.Outrossim,tal desregulamentação incita o fenômeno do cyberbullying, que por sua vez, é um fator que desencadeia problemas emocionais e psicológicos nas vítimas.
Na produção “O ódio que você semeia”, torna-se evidente que a falta de empatia e compaixão coletiva ainda é uma adversidade presente no corpo social contemporâneo.Sem embargo, mecanismos virtuais- dentre os quais é viável citar, o anonimato e impunibilidade- constituem o cenário ideal para a rápida expansão de pessoas e grupos maliciosos,os quais agravam a recorrência de crimes relacionados ao bullying cibernético e seus impactos danosos.
Consequentemente à ampliação da opressão e violência no campo virtual,o desenvolvimento de transtornos psicológicos apresenta-se como grave problemática social.Copiosamente abordado no seriado da Netflix “Instantiable”,por intermédio do cyberbullying vivenciado pela protagonista Patty, comentários maldosos e críticas tendenciosas tornam-se gatilhos emocionais para o aparecimento de distúrbios mentais,assim como a distorção de imagem e compulsão alimentar enfrentados pela personagem.
Em vista dos malefícios fomentados pelo cyberbulling, é de suma crucialidade que as redes sociais, com auxílio estatal do Ministério da Comunicação,ajam em prol da regulamentação das interações virtuais, afim de evitar comentários maliciosos, e instituam a eliminação de perfis com caráter dubitável,objetivando garantir a punabilidade de tais crimes.Dessa maneira,projeta-se a amenização do cyberbullying e instituição de um ambiente virtual harmonioso.