A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 20/11/2021

Na série Black mirror, no episódio “Odiados pela nação” uma jornalista sofre com o ódio e perseguição nas redes sociais, sua privacidade e liberdade de expressão é violada após a publicação de um artigo. No Brasil, assim como na ficção infelizmente o cyberbullying é recorrente, seja pela falta de uma legislação especifica, seja pelo despreparo emocional das crianças, adolescentes e jovens para lhe dar com o crime de ódio na internet.

Em primeiro lugar, a falta de legislação especifica é um agravante da situação. Embora existam leis como o marco civil, que impõe direitos e deveres para quem utiliza a internet, e a lei Carolina Dieckman, que pune quem invade o celular ou computador alheio, a justiça encontra muita dificuldade em identificar crimes que extrapolam as situações já previstas na legislação.

Em segundo lugar, o despreparo emocional das crianças, adolescentes e jovens é um dificultador para resolução. Um caso recente e fatal de “cyberbullying” foi o do adolescente Lucas santos que em 3 de agosto de 2021 tirou a própria vida, após receber comentários maldosos no “tik tok”, tal fato evidencia a fragilidade emocional dos jovens ao se depararem com crime de ódio nas redes sociais, levando-os a cometer atitudes extremas como o suicídio.

É necessário, portanto, medidas para a resolução dessa problemática. Cabe as escolas em parceria com os pais a atitude de pressionar o ministério da educação em debater o “cyberbullying” por meio de criação de disciplinas que abordem essa temática e como denunciar tal crime, a fim de preparar crianças, adolescentes e jovens para que eles possam se defender de ameaças virtuais.