A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 23/02/2022
A internet é considerada, por algumas pessoas, uma “terra sem lei” e, por conta disso, novos problemas surgiram, como o cyberbullying, ato cibernético repetitivo e hostil direcionado contra alguém. Nesse sentido, é nítido que essa ação é um crime e precisa ser combatido. Logo, é necessário analisar dois fatores que colaboram com a perpetuação do problema: a liberdade inconsequente e a desinformação.
A partir disso, é necessário ressaltar que o cyberbullying fere os direitos do indivíduo. Segundo o filósofo inglês Spencer, “a liberdade de cada um termina onde começa a do outro”. Nesse sentido, percebe-se a diferença entre liberdade de expressão e discurso de ódio. Assim, é nítido que, apesar das redes sociais possibilitam a propagação de ideias, é imprescindível que esse meio seja utilizado para prejudicar uma pessoa. Dessa forma, é perceptível que o cyberbullying é um crime contra o ser humano.
Ademais, é preciso realçar que a desinformação propicia um cenário favorável aos criminosos. Em outras palavras, alguns indivíduos, por não saberem onde denunciar os casos de cyberbullying, facilitam a perpetuação e agravamento do problema. Consequentemente, essa situação colabora com o aumento do número de criminosos, uma vez que a falta de denúncias cria um cenário ilusório de impunidade. Assim, é visível que a falta de conhecimento influencia diretamente na amplitude do problema.
Portanto, é nítido que a problemática precisa ser combatida. Logo, o Ministério da Segurança Pública deve instruir à população, por meio de propagandas governamentais e investimentos nas delegacias de crimes cibernéticos, que servirão para informar a população e atender, eficientemente, a demanda dos casos, a fim de diminuir o número de ocorrências. Dessa forma, a internet deixará de ser considerada como “terra sem lei”.