A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 10/06/2022
De acordo com a 3ª Lei de Newton: toda ação tem uma reação, porém, na sociedade atual, o que se observa é o contrário. Com o avanço da internet, os crimes virtuais estão crescendo vertiginosamente, um problema intensificado pela falta de ética dos usuários e também pela falta de denúncia das vítimas, o que dificulta a atuação das autoridades.
Nessa perspectiva, a falta do “olho no olho” na internet encoraja os internautas a se comportem de maneira egoísta e com o julgamento deturpado sobre a consequência de seus atos. Conforme o sociólogo Zygmunt Bauman, a sociedade é líquida e baseada no individualismo, nesse contexto, a internet é um ambiente que potencializa essa conduta egocentrista e culmina na persistência dos crimes virtuais.
Além disso, pode-se considerar a falta de denúncias como fator agravante, uma vez que dificulta a repreensão dos criminosos. Apesar da existência de leis que tangem o tema, como o Marco Civil da Internet, percebe-se uma grande lacuna entre o que está escrito e sua aplicação na prática. Isso evidencia uma falha dos responsáveis em levar as denúncias adiante, o que acaba desestimulando novas queixas.
Portando, fica clara a necessidade da atuação governamental para garantir a punição dos delinquentes. Para isso, o Ministério da Justiça deve conduzir esforços para a investigação e solução de crimes cibernéticos, por meio do direcionamento de verbas para a contratação e especialização dos agentes, de forma a qualificá-los no combate efetivo desses delitos e apoio às vítimas. Com isso, o Brasil estaria dando um passo adiante no enfrentamento dessa problemática, causando uma reação diante da ação dos infratores.