A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 20/08/2022

Na série americana ‘‘Gossip Girl’’, é retratado o cotidiano de adolescentes de elite, que se vêem ameaçados após um site de fofocas postar diversos boatos sobre eles. Fora da ficção, esse tipo de atitude têm se tornado cada vez mais recorrente. Com a ascenção da internet e das redes sociais, casos de cyberbullying tem sido cada vez mais comuns.

Em primeira análise, é importante ressaltar que esse tipo de atitude tem caráter violento e visa humilhar o alvo escolhido. Com o privilégio do anonimato que a internet oferece, os comentários violentos se tornam mais agressivos por conta da sensação de poder e arrogância que esse recurso oferece. Prova disso, é o caso nacionalmente conhecido, onde Lucas dos Santos, um adolescente de 16 anos que sofria de depressão, comete suicídio após ser ridicularizado por fazer um vídeo onde simulava um beijo com seu amigo.

Tendo em vista a gravidade do cyberbullying, urge salientar como o linchamento virtual afeta a vida de quem o sofre. Os comentários incessantes sobre a aparência pessoal de algúem, gera neste indivíduo um profundo sentimento de constrangimento, agravando possivéis transtornos psicológicos como o caso citado acima. Embora, seja de conhecimento geral a seriedade do assunto, o assédio virtual ainda é uma realidade brasileira.

Logo, urge medidas para a solução da problemática. Sendo assim, cabe ao Pode Judiciário a melhor fiscalização da lei já existente contra esse tipo de delito, ligadamente ao apoio das redes sociais, movimentando campanhas para o bom uso das mesmas, favorecendo um cyberespaço mais saudavél para todos.