A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 02/09/2022

No filme ‘‘Cyberbullying’’ após uma adolescente criar uma rede social, ela passa a ser vítima de ofensas e humilhações online, e logo começa a ser rejeitada também no ‘‘mundo real’’. Dessa forma, tal enredo baseia-se na experiência de milhares de pessoas que sofrem com crimes de ódio em meio digital, uma vez que muitos pais responsáveis não supervisionam seus filhos e de que maneira eles tem se comportado tanto no meio virtual quanto no real. Juntamente com a falta de combate a tal violência no meio escolar, bem como o apoio às vítimas.

Em primeiro plano cabe discutir como a falta da educação e fiscalização dos pais podem influenciar no comportamento dos filhos nas redes sociais. De acordo com o filósofo Immanuel Kant, ‘‘O ser humano é aquilo que a educação faz dele’’. Destarte, é de extrema importância a participação educativa da família na vida dos menores, visto que ao estar presente no mundo digital, a criança ao ter acesso a tais redes, pode se comportar da maneira que bem entender na internet, dado que muitos acreditam ter a liberdade de fazer o que quiserem em meio online devido ao anonimato, crendo que poderão ofender, humilhar e discriminar qualquer pessoa e saírem impunes. Dessa forma, torna-se essencial que os pais saibam que tipo de ensino está sendo dado ao jovens e como ele se comporta no meio digital e real, buscando não negligenciar a supervisão correta e respeitosa dos filhos, para impedir que cometam quaisquer tipos de ataques ou influências violentas.

Além disso, cabe também as instituições de ensino participar da instrução dos menores, entretanto, diversas escolas não tem preparo ou medidas que impeçam o cyberbullying. Segundo um levantamento do instituto IPSOs, 70% das escolas no Brasil admitem terem vivido casos de cyberbullying. Desse modo, é notável que muitos desses institutos não obtêm maneiras corretas de lidar com tal violência, pois numerosas vezes, as ações contra essa atitude são apenas tomadas após o ocorrido ter ganho proporções maiores, não oferecendo apoio psicológico a vítima depois do acontecimento, redes de denúncia e nem mesmo a devida punição para os envolvidos. Assim, permitindo que o assunto continue invisibilizado e permitindo que mais vítimas sofram caladas.

Portanto, urge que os Institutos de ensino combatam e visibilizem a discussão do cyberbulliyng, por meio da criação de redes de denúncia para vítimas, oferecendo apoio psicológico e proteção e punindo devidamente os culpados, bem como inserir em salas de aula o debate sobre os perigos da internet e suas influências, focando em seus malefícios a saúde mental. Além disso, que conceda palestras e reuniões de pais e mestres sobre a importância de participar da educação dos filhos e fiscalizar como eles se portam virtulmente. Assim, diminuindo o cyberbullying e os crimes de ódio.