A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 17/10/2022
Em conformidade à Primeira Lei de Newton, a lei da inércia, um corpo tende a permanecer em repouso quando não possui uma força atuando sobre ele. De maneira análoga, tem-se o perturbador índice de crimes de ódio e de cyberbullying nas redes que permanecem inertes, já que muitas pessoas não reconhecem os perigos dos crimes virtuais. Ademais, a persistência dessa mazela deve-se à banalização do individualismo e ao descaso governamental.
Segundo Hanna Arendt, filósofa alemã, a banalidade do mal ocorro quando o indivíduo negligencia determinado problema social. Paralelo a isso, é perceptível o desrespeito de algumas pessoas para com os outros na internet, visto que o individualismo evidencia esse problema. Outrossim, parte dos praticantes dos crimes de ódio e de cyberbullying desconsideram a importância de manter a alteridade na internet. Sendo assim, as vítimas podem desenvolver doenças mentais por consequência das pressões, da exposição e da difamação ocorridas nas redes sociais.
Ainda, a Constituição Federal de 1988 assegura o direito de bem-estar a todos os cidadãos brasileiros. Entretanto, muitas vítimas de cyberbullying ainda não gozam dessa constituinte, tendo em vista a ineficácia das leis governamentais em relação à punição dos crimes virtuais. Com isso, a internet passa a ser considerada uma grande vilã da promoção das boas relações sociais e da garantia dos direitos estabelecidas constitucionalmente, uma vez que os crimes virtuais estão cada vez mais evidentes.
Logo, cabe ao governo instituir um comitê gestor- formado por um representante de cada área-, por exemplo, Ministério da Justiça e Segurança Pública, diretores de redes sociais e mídias. Essa ação se dará por meio de um plano de combate em que haverá maior direcionamento de verbas e campanhas informativas a respeito das consequências da prática do cyberbullying. Isso será feito a fim de remediar o individualismo e, também, o descaso governamental. Desse modo, ausentando a inércia da realidade brasileira.