A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 31/10/2022

Raimundo Teixeira Mendes, em 1989, adaptou o lema positivista “Ordem e Progresso” não só para a bandeira nacional, mas também para a nação que, hoje, enfrenta diversos estorvos. Entre eles, a vilania da internet, cada vez mais utilizada como propagadora de crimes de ódio e cyberbullying, representa uma antítese à máxima do símbolo pátrio, uma vez que a postura resulta na desordem e no retrocesso do desenvolvimento social. Percebe-se, assim, a necessidade de mudar tal panorama, calcado na passividade governamental e que tem por consequência o alto índice de transtornos psicológicos.

De início, há de se notar a importância desse tema. Em conformidade com Murray Rothbard, uma parcela dos representantes governamentais, ao se orientar por um viés individualista e visar a um retorno imediato de capital político, negligencia a conservação de direitos sociais. A falta de políticas públicas efetivas, bem como o descaso direcionado à temática, corrobora, decerto, a perpetuação do cyberbullying. Constata-se, então, a ineficácia do governo na solução da problemática, tendo em vista sua inércia.

Por conseguinte, a inoperância estatal acarreta inúmeros problemas, como o aumento nos casos de pessoas com a saúde mental debilitada. No episódio “Odiados Pela Nação”, da série “Black Mirror”, os personagens, após serem alvo de xingamentos pela internet, aparecem mortos. Não distante da ficção, no entanto, o cenário continua. Segundo uma pesquisa realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, 37% dos jovens brasileiros já sofreram ataques virtuais, os quais, por sua vez, já provocaram o suicídio das vítimas. Essa conduta, de fato, colabora com a exclusão social, o que causa, consequentemente, transtornos como a depressão.

Portanto, medidas são fundamentais para combater o impasse. Com o intuito de atenuar os efeitos do tópico sobre a sociedade, cabe ao Estado, enquanto mantenedor da ordem, implementar, por meio da aplicação da verba destinada à segurança, delegacias especializadas em crimes cibernéticos. Ademais, a mídia deve fomentar campanhas elucidativas, intencionando a conscientização social. Só assim os brasileiros verão o progresso referido na bandeira como uma realidade.