A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 06/05/2023

A série estadunidense “13 Reasons Why” retrata a vida de Hannah Baker, uma garota que se suicidou e mandou fitas que contam as 13 razões que levaram à sua morte, uma delas sendo uma foto íntima tirada e compartilhada sem seu consentimento. Apesar da trama se passar nos Estados Unidos, essa realidade também está presente na sociedade brasileira. Nesse sentido, pode-se destacar o aumento exponencial no número de crimes cibernéticos e o pensamento que as redes sociais são lugares amorais como fatores de grande influência na imagem da internet como vilã.

Diante desse cenário, percebe-se o aumento no número de crimes de ódio cometidos no meio virtual. Dessa forma, de acordo com dados da Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, de 2019 para 2020, o número de denúncias anônimas de crimes realizados pela internet foi de 75 mil para 156 mil. Sendo assim, nos últimos anos, com o uso cada vez maior das redes sociais pelos brasileiros, os crimes cibernéticos estiveram mais presentes na vida dos cidadãos, que podem causar prejuízos graves nas vítimas que vão desde problemas psicológicos até um possível suicídio.

Ademais, é notório o pensamento que a internet é uma terra sem leis. Nessa perspectiva, segundo a líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral da Unicamp, Luciene Tognetta “A internet é um espelho da sociedade”. Desse modo, Tognetta deixa explícito que tudo que acontece na sociedade se reflete também nas redes sociais, inclusive os crimes de ódio. Também é importante evidenciar que no meio virtual, assim como acontece no meio físico, os crimes possuem consequências, que podem ser multas ou até a prisão.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham conter o uso da internet como meio de cometer crimes de ódio e “cyberbullying”. Para isso, cabe ao Minstério da Justiça e Segurança Pública, incentivar a população a denunciar os crimes cometidos no meio virtual, através de campanhas de conscientização principalmente nas redes sociais, a fim de tirar da impunidade os casos que já aconteceram e evitar que outros aconteçam. Assim, fazendo com que casos como o de Hannah não voltem a ocorrer.