A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 06/06/2023
Na música do rapper brasileiro Matuê, “777-666”, o cantor destaca “tudo que passa no teu telofone, é um vírus.” Tal como na letra, o uso da internet como vilã, acaba sendo banalizado por vários setores da sociedade brasileira pelo motivo da crença sobre a internet não ser terra de ninguém. Desse modo, no mundo virtual, a prática de crimes de ódio e cyberbullying se transformam em um vírus no nosso cotidiano.
A princípio, vale salientar a importância do controle de sites para o combate em relação aos crimes de ódio feitos na internet. Tal afirmação pode ser relacionada com um episódio da série “Black Mirror”, que conta a história de um homem portador de imagens virtuais criminosas, relacionadas a pedofilia, vendidas em sites específicos e abertos ao público, de diversas crianças. Assim, embora ficcional, tal panorama retrata uma realidade vivida no mundo todo sobre o descontrole de todo tipo de crime em rede.
Além disso, uma prática muito comum e exposta em todas as redes sociais, é o cyberbullyng. Nesse contexto, há o exemplo da influencer digital Thais Carla, uma mulher gorda que recebe comentários extremamente preconceituosos de uma maneira livre, em todas as plataformas digitais, apenas por mostrar o seu corpo. Sob esse viés, a prática do bullying virtual é cada vez mais aceita na internet pelo motivo de não haver controle e nem punição para tais crimes. Assim, a internet se torna a vilã da vida de muitas pessoas por serem vítimas de preconceitos e, por outro lado, vilã das próprias pessoas praticantes de tais atos, pelo fato de cada vez mais se afundarem sozinhas no mal.
Infere-se, portanto, a necessidade de combater aos inúmeros crimes praticados na internet livremente. Desse modo, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação juntamente a Polícia Fedeal ampliarem as investigações a fim de derrubar sites e contas onde se praticam crimes. Além disso, usar os próprios meios tecnológicos para o alerta da quantidade de crime que as pessoas se expõem todos os dias, trazendo com isso, sites para denúncias sobre tais ações. Ademais, inferferir nas platarformas sociais para limitar o uso de comentários indevidos em publicações, trazendo assim, punição para cada um. Tais ações, tem como propósito deixar a internet um lugar para a descontração, e não para a violência.