A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 19/10/2023
Na obra “Utopia”, de Thomas More, é retratada uma sociedade livre de conflitos e problemas. No entanto, ao observar a cenário atual, percebe-se que a internet está repleta de crimes de ódio e cyberbulling. Esse cenário antagônico é fruto tanto da ausência de fiscalização dos meios digitais, quanto do poder de atração e vício que as redes exercem nas pessoas. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, visando o pleno funcionamento da sociedade.
Inicialmente, é fulcral pontuar que os crimes de ódio e cyberbullying derivam da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo Thomas Hobbes, o Estado deve garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, as redes sociais são consideradas “terras sem lei”, pois são espaços onde a impunidade reina, sendo de extrema facilidade a publicação de mensagens ofencivas e a criação de contas falsas, deixando os usuários mau intencionados livres na execução desses crimes. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal.
Ademais, é imperativo ressaltar o poder de influência das redes sociais na vida dos indivíduos. De acordo com o documentário “O dilema das redes”, toda a dinâmica de construção das redes tem como objetivo a atração dos usuárioss pois o software aprende constantemente os comportamentos e preferências de quem utiliza, portanto, é comum que haja muita exposição e valorização de tudo que é dito no ambiente virtual, já que é feito para viciar. Nesse contexto, é compreensível, que conforme o uso crece, também cresçam os crimes que envolvem a internet. Tudo isso retarda a resolução do empecilho já que o poder de influenciar contribui para perpetuação desse quadro deletério.
Assim, com o intuito de mitigar o problema, necessita-se que o Governo Federal, por meio do MCTI, monte uma equipe focada na criação de um departamento de fiscalização das redes sociais, analisando a criação de contas falsas e os vazamentos de dados pessoais dos indivíduos, através de um software próprio do Estado, a fim de promover um ambiente virtual mais seguro e saudável para os usuários. Desse modo, a sociedade alcançará a “Utopia” de More.