A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 25/10/2023

Thomas More, em sua obra “Utopia”, descreve uma sociedade perfeita, isto é, sem quaisquer mazelas sociais. Tal perspectiva, entretanto, encontra-se muito distante da realidade brasileira, já que ela apresenta diversos problemas, entre eles, os crimes de ódio e o cyberbullying na internet. Sendo assim, a falta de empatia e a banalização dessa questão são importantes causas da problemática.

Sob esse viés, é válido salientar que a falta de empatia dos brasileiros promove atitudes discriminatórias, como o cyberbullying. Nesse sentido, segundo Zygmunt Bauman, os indivíduos vivem uma modernidade líquida, baseada no individualismo e na superficialidade dos relacionamentos interpessoais. Esse cenário é observado na população, visto que o pensamento egoísta faz com que a sensibilidade seja aos poucos perdida, principalmente na internet, pois não há mais o contato direto entre as pessoas, desumanizando-as. Desse modo, é fundamental que a humanidade e o respeito exista para que haja harmonia na sociedade.

Outrossim, é imperativo ressaltar que há uma grande banalização dos crimes de ódio na internet. Nessa lógica, de acordo com Simone de Beauvoir, mais grave do que a existência de uma problemática é o fato da sociedade se habituar a ela. Essa situação é vivenciada diariamente nas redes sociais, como o Instagram, uma vez que a falta de moderação e de respeito nos comentários e publicações é frequente, como se não houvesse limites morais e diretrizes a serem seguidos na internet. Dessa forma, é primordial que seja explicitado para a população as regras de boa convivência e a humanidade por trás das telas com a finalidade de diminuir exponencialmente o cyberbullying.

Portanto, medidas são necessárias para combater os crimes de ódio e o cyberbullying na internet. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação- responsável pela administração do ensino brasileiro- promover o ensino da “ética digital” nas escolas. Isso acontecerá por meio de um direcionamento de verbas governamentais e uma alteração na Base Nacional Comum Curricular, a fim de desenvolver a empatia e o respeito dos estudantes nas redes.Assim, esse problema será aos poucos desbanalizado, afastando os brasileiros do individualismo proposto por Bauman.