A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 28/03/2024
O romance filosófico “Utopia” - criado pelo escritor Thomas More - retrata uma civilização idealizada, na qual a engrenagem social é desprovida de conflitos. No entanto, tal obra fictícia se mostra distante da realidade contemporânea no tocante ao mau uso da internet para cometer crimes de ódio e cyberbullying, que coloca em questão o bem-estar social. Nesse sentido, há de se desconstruir não só o individualismo, bem como a falta de educação digital.
A princípio, convém ressaltar que a falta de empatia é uma das causas para os discursos de ódio. Nessa perspectiva, a filósofa Hanna Arendt desenvolveu o conceito de “banalidade do mal”, o qual revela que a maldade se naturalizou na humanidade e se mostrou intrínseca ao indivíduo. Sob essa ótica, evidencia-se na crítica de Arendt os discursos de ódio na internet, em virtude do individualismo presente. Assim, apenar de ser um meio de difusão de informações, a internet se torna um espaço de perseguição e violência na ausência de respeito mútuo.
Outrossim, a falta de educação digital é outro complexo dificultador. Nesse contexto, conforme o filósofo Schopenhauer, os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Dessa forma, se os indivíduos não são orientados sobre crimes digitais, limites de exposição nas redes e a forma segura de navegar online, sua visão será limitada. Assim, ficam vulneráveis a ataques ou podem praticar infrações. Desse modo, é fundamental estabelecer limites e orientar desde a vida estudantil sobre a temática.