A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 25/09/2024
John Locke. filósofo inglês, destaca que é dever do Estado assegurar o bem-estar e a segurança da população. Todavia, em virtude do Cyberbulluing e a violência associada à internet ser uma realidade, é válido reconhecer como o Poder Público age de modo ineficaz e, pior, não cumpre o seu papel social conforme os ideais de Locke. Sob essa perspectiva, é possível analisar a falta de intervensão do governo e a intolerância como os pilares do problema.
De início, percebe-se que a ausência de atuação política fomenta a permanência do entrave na sociedade, dado que, segundo uma pesquisa feita pela Pew Research Center, 25% dos americanos já sofreram algum tipo de abuso virtual. No mais, Thomas Hobbes - contratualista do período modernista - chegou a conclusão de que: “a sociedade cede o poder ao Estado que, por sua vez, é ineficaz”. Contudo, tal abordagem relaciona-se com os casos de suicídios e transtornos acometidos à população pelo contato com a violência, e conteúdos sensíveis disponibilizados na internet sem, sequer, a utilização de filtros, como no recente caso de jovens menores de idade que utilizavam o aplicativo Discord e sofriam a ameaça iminente de terem suas fotos íntimas expostas na internet por indivíduos de maior idade.
Além disso, Pierre Bourdieu, sociólogo frânces, destaca que a sociedade incorpora as estruturas sociais, isto é, as reproduzem com naturalidade. Isso pode ser verificado com o preconceito imposto sobre a influenciadora digital, Thais Carla, dos quais revelam o preconceito acerca de sua aparência física, com o intuito de criticar e constranger a artista, já que a sociedade acostumada com esse cenário, permite que a problemática continue em evidência.
Urge, portanto, a adoção de medidas que combatam esse problema. Nesse sentido, a Organização Das Nações Unidas deve criar regulamentações e punições, por meio de uma assembléia a nível global para discutir a criação de leis e a regulação do conteúdo exposto na internet. Assim, contribuindo com a punição e a obliteração de ações intolerantes, além de estabelecer um filtro para evitar conteúdos sensíveis, para que, por fim, a internet possa tornar-se um ambiente democrático e saudável.