A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 12/10/2024
As redes sociais tem sido palco para comportamentos questionáveis, acerca da liberdade de expressão por públicos de várias idades no Brasil. O cyberbullying, reflete os fragmentos dessa cultura eletrônica emergente, que esconde grandes perigos no contexto social e diz respeito aos limites não respeitados pelos usuários e que podem provocar efeitos nocivos à saúde mental e física de outrem.
A priori, a grande exposição pessoal nas plataformas como Instagram e Facebook, estimulam a interação de outros usuários por meio de comentários e compartilha-
-mento de conteúdos. Nesse sentido, munidos da sensação de “terra sem lei” que é a internet, alguns indivíduos tendem a destilar opiniões opressivas e violentas,insti- -gando comportamentos agressivos a outros usuários. Tal ação, pode gerar graves consequências psicológicas e sociais às vítimas de tais ataques, como foi o caso da jovem canadense Amanda Todd, que tirou a própria vida em outubro de 2012, influenciada pelo sofrimento causado pelo cyberbullying que vinha sofrendo.
Por essa ótica, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou recentemente dados que apontam como principais vítimas, mulheres jovens com idades entre 13 e 25 anos, abordadas por meio de ameaças ou depreciação pessoal nas redes sociais. Por consequência, um grande número de jovens tem procurado ajuda psicológica nas últimas décadas; lidar com a crescente exposição virtual e seus efeitos opressores tem levado a um aumento nos casos de depressão e isolamento, colocando em risco a saúde pública no país.
Desse modo, fica evidente a necessidade de mudanças nas políticas de privacidade disponibilizadas nas redes sociais. Para isso, urge que as plataformas, estabeleçam novas regras de conduta aos usuários e tal ação deve ser efetivada pelo bloqueio de termos ofensivos e pela penalização dos que descumprirem as novas regras. Isso, deve ser feito afim de combater os discursos de ódio e de depreciação aos usuários das plataformas. Afinal, as redes sociais tem o objetivo principal de unir as pessoas e compartilhar histórias; não para disseminar a violência e provocar medo nas pessoas que o utilizam.