A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 06/08/2025

Na obra 1984, de George Orwell, é retratada uma sociedade vigiada e controlada, onde a liberdade de expressão é inexistente. Contraditoriamente, na contemporaneidade, a internet, espaço inicialmente pensado para promover a liberdade e o conhecimento, tem se tornado palco para crimes de ódio e práticas de cyberbullying. Esse cenário revela a face perversa da rede, marcada pela impunidade e pela desinformação.

O anonimato, somado à ausência de fiscalização efetiva, potencializa a propagação de discursos discriminatórios, ameaças e ofensas. Segundo dados da SaferNet, os casos de crimes virtuais têm crescido exponencialmente, especialmente entre adolescentes. Além disso, vítimas de cyberbullying frequentemente sofrem impactos psicológicos severos, como depressão e ansiedade, o que revela a gravidade do problema.

Outro ponto alarmante é a banalização desses atos. Muitos usuários os veem como “brincadeiras”, ignorando as consequências. A escola, a família e as plataformas digitais muitas vezes falham em coibir e educar sobre o uso responsável da internet.

Portanto, é urgente que o Estado invista em políticas públicas de educação digital nas escolas, promovendo debates sobre respeito e empatia online. As plataformas devem também intensificar mecanismos de denúncia e punição. Só assim será possível transformar a internet em um ambiente seguro e inclusivo para todos.