A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 06/08/2025
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que os crimes de ódio e cyberbullyin nas redes apresentam barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da omissão do Estado quanto da desigualdade social. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses problemas, a fim de garantir o funcionamento da sociedade.
Primordialmente, é possível destacar a omissão estatal como um dos principais fatores que agravam essa questão. Nesse sentido, o pensador Thomas Hobbes declarou que “O estudo é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos”. Porém, tal responsabilidade não está sendo honrada, visto que faltam políticas públicas eficazes para combater os crimes de ódio e o cyberbullying nas redes. Assim, a solução não está apenas em medidas pontuais como a exclusão de perfis ofensivos, mas também exige que o Estado promova políticas públicas em busca de uma boa qualidade de vida para todos, como ações estruturais que enfrentem as raízes do problema, a exemplo da educação digital.
Além disso, é imperativo ressaltar a desigualdade social como promotor do problema. A Constituição Federal de 1988 garante a dignidade da pessoa humana e a igualdade de todos perante a lei. Em suma, a realidade brasileira é o oposto, uma vez que indivíduos em situação de vulnerabilidade têm menos acesso à internet de qualidade, à educação digital e aos mecanismos de denúncia. Essa contradição evidência a urgência de transformar os direitos garantidos em políticas concretas.
Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para combater esses impasses. Para isso, as escolas, responsáveis pela formação de crianças e adolescentes, precisam incentivar e ensinar sobre a importância do respeito ao próximo, do uso consciente da internet e do valor da empatia nas relações virtuais. Uma forma eficaz de fazer isso é por meio da implementação de programas de educação digital e emocional, que abordem temas como o cyberbullying, promovendo debates e atividades práticas. Desse modo, pode-se observar uma realidade como a de Thomas More.