A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 07/08/2025
Na série “Black Mirror”, a tecnologia, embora inovadora, frequentemente expõe o lado sombrio das relações humanas, marcadas por intolerância, violência e impunidade. Fora da ficção, a sociedade brasileira enfrenta situação semelhante, com o crescimento dos crimes de ódio e do cyberbullying nas redes sociais. Esse cenário é intensificado pela baixa atuação governamental, que contribui para a perpetuação da violência digital e a fragilização da segurança no ambiente virtual.
Em primeiro lugar, a ausência de fiscalização e de leis específicas dificulta o combate aos discursos de ódio propagados na internet. A possibilidade de anonimato e a lentidão na responsabilização de agressores favorecem a impunidade. Como consequência, pessoas pertencentes a grupos minoritários, como negros, LGBTQIAPN+ e mulheres, tornam-se alvos constantes de ataques que geram traumas emocionais e afastam essas vítimas do convívio virtual.
Além disso, o cyberbullying, especialmente entre adolescentes, vem crescendo de forma alarmante. A falta de educação digital nas escolas e de orientação familiar contribui para que muitos jovens não reconheçam os limites do respeito no uso das redes sociais. Segundo a Unicef, cerca de um terço dos adolescentes brasileiros já sofreram violência online, o que demonstra a gravidade do problema e seus impactos sobre a saúde mental.
Portanto, é necessário que o Governo Federal, por meio do Ministério da Justiça e do Ministério da Educação, elabore políticas públicas de combate à violência virtual, como a criação de leis mais rigorosas para crimes cibernéticos e a implementação de programas de educação digital nas escolas, com foco em ética, empatia e segurança na internet. Essa proposta deve ser aplicada de forma contínua e com apoio das plataformas digitais, a fim de reduzir os casos de violência online e promover uma cultura de respeito no ambiente virtual.