A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 09/08/2025
O sociólogo espanhol Manuel Castells cita que a internet é um instrumento que pode ser usado para libertar ou para oprimir, para educar ou para manipular - ele trás essa reflexão para mostrar que é importante ressaltar como a internet pode trazer aspectos positivos mas também trazer negativos quando não usado bem, ou com responsabilidade. Ademais, no mundo atual, é visto como as pessoas estão atacando as outras as vezes sem nenhum motivo, apenas pela pessoa ser ela. Na prática, é visto vários desafios, como o cyberbullying e crimes de ódio.
Diante desse cenário, o cyberbullying está se intensificando cada vez mais, ainda mais de forma anônima, ele pode envolver ofensas, boatos, exposição de imagens, exclusão social virtual e geralmente está ligado a relações interpessoais. Com isso uma pesquisa da PeNSE (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar) revelou que 13,2% dos estudantes brasileiros relataram ter sofrido cyberbullying, e as vítimas de cyberbullying podem apresentar problemas como ansiedade, depressão, baixa autoestima, em casos mais graves, ideação suicida.
Além disso, outro desafio enfrentado são os crimes de ódio, eles podem se manifestar por meio de discursos de ódio, incitação à violência, difamação e perseguição ( principalmente por conta de etnia, orientação sexual, gênero, entre outros), Nesse contexto, na internet, os crimes de ódio assumem proporções ainda mais preocupantes, pois a rede possibilita que mensagens discriminatórias e ofensivas se espalhem de forma rápida. E além de ferir a dignidade das vítimas, esses crimes alimentam um clima de intolerância e exclusão, reforçando estereótipos prejudiciais.
Portanto, é essencial que o governo suavize os desafios citados. Para isso o Ministério da Educação (MEC) o Ministério das Comunicações (MCom) e o O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) podem trabalhar juntos para ter palestras com orientações sobre oque fazer, a criação de canais de denúncia, desenvolvimento de leis e políticas especificamente pro cyberbullying ou crimes de odios, além de programas de apoio emocional e educação. E sempre esclarecer a diferença entre discurso de ódio e liberdade de expressão.