A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 09/08/2025
No filme Homem Aranha (2002), Peter Parker tinha um colega chamado Flash Thompson, que realizava bullying com ele durante a escola antes do herói ganhar seus poderes. Na atualidade, isto ainda acontece, porém de uma outra forma mais sutil e escondida: O uso da internet para emitir preconceitos e discriminações que são classificados crimes gravíssimos. Estas problemáticas se dão, por conta da falta de denúncias e punições efetivas para os infratores e à falta de consciência do que são os crimes de ódio e cyberbullying na rede.
Diante desse cenário, é importante mencionar a situação dos agressores e dos agredidos nas redes socias. Por um lado, os criminosos dizem qualquer atrocidade online e não são punidos, nem sequer achados. Do outro lado, os agredidos temem que sejam perseguidos e machucados fisicamente pelos agressores caso descubram uma denúncia. Exemplo disso é o chamado “gamergate” acontecido em 2014, onde homens assediavam mulheres através dos jogos. No ano atual, as leis contra tais atos podem até existir, mas elas não são postas em prática, deixando os criminosos saírem ilesos da situação.
Ademais, é possível ver que os crimes digitais não são considerados crimes reais pela população que comete tais abusos. Esses indivíduos transformaram os delitos em coisas comuns, pensando que “se é pela internet, não vai acontecer nada de ruim comigo” convertendo a internet para uma espécie de “terra sem leis”. Um exemplo é o caso recente envolvendo a atriz Milly Bobby Brown, que usou as redes para contar que era vítima de bullying. A psicopedagoga Andrea Nasciutti confirma que esse episódio se enquadra em cyberbullying.
Portanto, para combater os crimes de cyberbullying nas redes, é mister que os Estados, junto com as redes sociais, atuem em conjunto para vistoriar comentários ilícitos online e organizem uma investigação para busca e punição adequada do indivíduo infrator, usando de dados pessoais, para que os criminosos da internet sejam responsabilizados. Também é crucial que estes órgãos criem campanhas publicitárias presenciais e online contra o cyberbullying, alertando as pessoas sobre seus perigos e consequências e incentivando os atingidos a denunciarem os crimes de ódio, para que tais infrações e vítimas possam diminuir na internet.