A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 07/08/2025

Segundo o poeta Carlos Drummond de Andrade, “No meio do caminho tinha uma pedra, uma pedra no meio do caminho.” Os versos deste poema podem exemplificar, na atualidade, os perigos dos discursos de intolerância nas redes tecnológicas no psicólogo dos indivíduos. Com efeito, há de se combater não somente a omissão do Estado e o individualismo.

Diante desse cenário, para o Político Italiano Norberto Bobbio em sua obra “O dicionário da política” aborda-se os direitos humanos, a política e a função do Estado. Para ele, todo ser humano deve ter seus direitos básicos e o Estado deve exercer as leis não só teoricamente, mas na prática. Todavia, a falta de políticas públicas eficazes como segurança vigoram para um maior crescimento de números de cyberbullying e crimes de ódio nas redes sociais, desse modo o indivíduo não encontra um suporte psicológico no qual ele possa se assegurar e denunciar, como consequência pode gerar um distúrbio como ansiedade, depressão, baixa autoestima e comportamentos suicidas.

Outrossim, o Político sul-africano Nelson Mandela combateu ao individualismo incentivando a participação de todos os seres humanos para uma nação justa e igualitária. Para que a sua ideia possa tornar-se realidade, cabe ao Estado demonstrar preocupação na segurança de todos os indivíduos, pois é seu dever enquanto Instituição segundo o artigo 6º da Constituição Brasileira assegurar confiança para a população ao navegar nos meios tecnológicos, a fim de que os indivíduos se sintam confortáveis e evitem distúrbios pela ausência do Governo.

Contudo, o Ministério da Educação e dos Direitos Humanos (MDHC) deve entrar em ação evidenciando suporte de segurança nas redes, inserindo disks- denúncias como o 181 e o 190 para emergências e anônimas, e uma maior fiscalização de imagens e vídeos que se espalham no mundo tecnológico para a erradicação deste problema.