A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 07/08/2025
“tecnologia move o mundo. A ideia defendida por Steve Jobs reflete-se na sociedade contemporânea de diferentes formas, pois o crescimento tecnológico mudou todo o contexto das relações entre as indivíduos. A internet trouxe para o mundo avanços antes inimagináveis e a facilidade de encontrar diversas informações e comunicar-se com pessoas de todo o mundo são extraordinárias. Entretanto, muitos brasileiros acreditam que tudo é permitido dentro do mundo virtual e, devido a fatores como o preconceito e a falta de fiscalização nas redes, os discursos de ódio ganham espaço e o cyberbullying transforma-se em realidade no Brasil hodierno.
É importante ressaltar, a princípio, a presença de vários tipos de preconceito enraizados na cultura brasileira e suas influências na prática do cyberbullying. Dessa forma, tomando como base a perspectiva filosófica de Immanuel Kant, a educação ofertada dentro de uma sociedade interfere diretamente na formação dos indivíduos. Nesse sentido, observa-se que o cyberbullying praticado no meio virtual é um reflexo do ensino brasileiro, da cultura excludente e do contexto social vivenciado, no qual os indivíduos enxergam-se no direito de menosprezar e diminuir o outro, acreditando, erroneamente, que atrás de uma tela de computador ou celular tudo é permitido.
Ademais, a ausência de informação e fiscalização nas redes abre diversas brechas para a persistência dos discursos de ódio no Brasil. Dessa maneira, convém destacar que, segundo o Código Penal brasileiro, as calúnias, os insultos, a discriminação e o preconceito por intermédio dos meios digitais são considerados crimes. No entanto, devido à falta de incentivo às denúncias e à falta de fiscalização efetiva, o cyberbullying e os demais crimes de ódio nas redes sociais crescem a cada dia mais e são cada vez normalizados pela sociedade, que leva tudo como uma brincadeira e, por issoLogo, cabe primeiramente ao Ministério da Educação, em parceria com as escolas e comunidades, investir em um ensino mais igualitário, por meio de aulas e oficinas interativas capazes de mostrar a importância de respeitar as diferenças entre os indivíduosso, os responsáveis passam impunes pela Justiça.