A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 08/08/2025
O aumento do número de incidentes no âmbito virtual é um fenômeno que se intensificou desde a pandemia da Covid-19. Com as medidas de isolamento, a população não podia sair de casa e a internet tornou-se o principal meio de comunicação e entretenimento, por meio de jogos online e redes sociais como o TikTok. No entanto, o crescimento desse ambiente digital também ampliou a exposição a comportamentos nocivos, como crimes de ódio e o cyberbullying.
O anonimato e a sensação de impunidade proporcionados pela rede incentivam a prática de ofensas, ameaças e discursos discriminatórios. Casos de racismo, misoginia, homofobia e ataques direcionados a minorias tornaram-se comuns, muitas vezes sendo compartilhados e viralizados rapidamente. Além disso, o cyberbullying, caracterizado por perseguições, humilhações e difamações virtuais, afeta especialmente crianças e adolescentes, podendo causar graves danos emocionais e até levar a consequências trágicas, como a depressão e o suicídio.
A falta de fiscalização eficiente e a rapidez com que conteúdos nocivos se espalham dificultam o combate a essas práticas. Embora existam leis, como o Marco Civil da Internet e a Lei nº 14.532/2023 (que criminaliza o discurso de ódio), a aplicação ainda enfrenta desafios, seja pela dificuldade de rastrear autores, seja pela ausência de denúncias. Dessa forma, o enfrentamento desses problemas exige não apenas punições, mas também educação digital e conscientização sobre o uso responsável da internet.
Portanto, apesar de ser uma ferramenta valiosa para a comunicação e o acesso à informação, a internet também pode assumir o papel de vilã quando utilizada para propagar ódio e violência. O combate ao cyberbullying e aos crimes virtuais deve ser uma responsabilidade compartilhada entre governo, plataformas digitais e usuários, para que o espaço virtual seja seguro e saudável para todos.