A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 08/08/2025
Na contemporaneidade, a internet consolidou-se como um dos principais meios de interação social, viabilizando a troca de informações em escala global e aproximando pessoas de diversos lugares. Contudo, essa mesma conectividade, quando mal utilizada, pode servir como palco para a propagação de discursos de ódio e práticas de cyberbullying, problematicas que ocorrem devido a cultura de impunidade e normalização da violência online e interesses econômicos das plataformas.
A princípio deve ser dito que uma das principais problematicas é a impunidade e a banalização da violência virtual para que crimes online continuem ocorrendo em um ciclo onde o agressor não teme as consequências. Na série Adolescência, produzida pela Netflix, a narrativa expõe de forma dramática os impactos do cyberbullying na vida dos jovens. A trama mostra o que ocorre em alguns casos: a morte, ilustrando como o ambiente virtual pode alimentar o descontrole emocional.
Ademais, as plataformas digitais têm grande interesse econômico em manter a circulação constante de conteúdo polêmico, pois essas interações geram alto engajamento. Um exemplo foi quando a Virgínia lançou uma base, supostamente ruim e todos queriam usar para ver se era ruim mesmo, gerando vários conteúdos para o mesmo assunto. Assim, mesmo quando algo é mal avaliado, a curiosidade coletiva pode impulsionar sua utilização.
Diante do exposto, é imprescindível que o Estado intensifique a criação e a aplicação de leis específicas para punir de forma eficaz quem pratica crimes virtuais, garantindo proteção ás vítimas e cadeia aos infratores. Além disso, as plataformas virtuais devem investir em sistemas avançados de inteligência artifial capazes de monitorar e filtrar de forma mais rápida os conteúdos abusivos em tempo real, promovendo maior supervisão e controle do que é postado.