A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 10/08/2025
É do conhecimento geral que desde o surgimento da internet, a comunicação tornou-se mais rápida e acessível. Entretanto, o ambiente virtual também passou a abrigar práticas nocivas, como o cyberbullying, que afeta especialmente crianças e adolescentes em redes sociais e jogos online. É fundamental refletir que os conteúdos ofensivos permanecem disponíveis indefinidamente, prejudicando a imagem da vítima perante colegas, professores e até futuros empregadores.
Essa questão é preocupante porque gera consequências profundas na vida dos afetados. Nesse contexto, de acordo com a ONG internacional Bullying Sem Fronteiras (2025), o Brasil ocupa o quarto lugar no ranking mundial de casos de agressão digital. Além disso, o psiquiatra Kleber Oliveira, diretor da Associação Brasileira de Psiquiatria, alerta que as sequelas podem incluir depressão, abuso de drogas e risco de suicídio.
No contexto atual, destacam-se o anonimato proporcionado pela criação de perfis falsos, a falta de empatia e preconceitos arraigados. Vale ressaltar que a Lei nº 14.811/2024 já prevê multa e reclusão para agressores, com casos concretos, como o de Santa Maria (RS), em que um estudante foi condenado a indenizar em R$ 13 mil uma colega de 10 anos ofendida em um grupo de WhatsApp. Mesmo sendo importante, a lei ainda não resolve tudo, pois muitos casos não são denunciados e muita gente nem sabe que tem direito ou desiste por medo. Para funcionar melhor, é preciso divulgar mais e investigar mais rápido, para que mais vítimas sejam protegidas.
Em virtude do que foi analisado, para reduzir os impactos dessa violência digital, torna-se fundamental que o Ministério da Educação, em parceria com instituições de ensino e empresas de tecnologia, promova campanhas nacionais de conscientização, com palestras, vídeos educativos e materiais ilustrativos sobre respeito no ambiente virtual. Além disso, as plataformas digitais devem aprimorar sistemas de denúncia e moderação de conteúdo, punindo infratores de forma rápida e eficiente. Assim, será possível transformar a internet em um espaço mais seguro, no qual o diálogo e a empatia prevaleçam sobre o ódio e a intolerância.