A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 10/08/2025

“Adolescência” é uma minissérie lançada em 2025, na Netflix, que acompanha a história do garoto Jamie, de 13 anos, acusado de matar a facadas uma colega de turma. A motivação do crime teria sido a misoginia alimentada por comunidades online que incentivam ataques às mulheres. O que parece ficção faz parte de uma realidade cada vez mais comum: a disseminação do ódio, sobretudo por fake news, e cyberbulling. Essas práticas acontecem porque muitas pessoas se sentem, ilusoriamente, seguras no ambiente virtual e devido à falta de incentivos governamentais para denunciar esses delitos.

Em primeira análise, percebe-se que a ocorrência das notícias falsas tem se ampliado mundialmente. Sob essa ótica, o fenômeno ganhou força após as primeiras eleições de Trump em 2016 e a pandemia da Covid-19. No cenário atual, o fato de divulgar ou repostar informações equivocadas, às vezes sem má intenção e por ignorância, agrava esse ciclo de desinformação. Sob esse viés, é importante destacar uma das causas dessa avalanche de fake news: muitos usuários acreditam estarem impunes se apenas trocarem seus perfis reais por falsos ou mantiverem o anonimato.

Ademais, observa-se que a falta de denúncias dos crimes é outro impulsionador da violência virtual. Segundo o site “DF na mídia”, em 2024, houve uma redução de 33% nas denúncias criminais no Brasil. Por conseguinte, isso pode ser prejudicial não só para a segurança dos internautas, como também para sua saúde e seu bem-estar. Como consequência, aumentam os golpes da internet, a criminalidade e a perpetuação da corrupção. Logo, isso mostra o quão importante é denunciar práticas ilegais e abusivas.

Diante desse cenário, é fulcral que o Governo, empresas de tecnologia e ONGs do país criem novos mecanismos de denúncias, monitorem postagens e sites perigosos, excluam contas falsas e punam os infratores. Nesse prisma, é crucial que o Ministério da Educação, as escolas e as famílias promovam conscientização digital de crianças e jovens, garantindo maior proteção diante das telas. Assim que essas ações forem realizadas, o futuro da sociedade estará mais seguro na internet e fora dela.