A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 07/08/2025
No início, a internet parecia um lugar mágico. Um espaço onde poderíamos conhecer culturas, fazer amigos do outro lado do mundo e trocar ideias livremente. Mas, com o tempo, descobrimos que, junto com essa liberdade, surgiram sombras que nem sempre queremos ver. Atrás de um teclado, muitas pessoas sentem-se autorizadas a ferir, humilhar e espalhar ódio, sem medir as consequências que suas palavras terão na vida real.
Casos de cyberbullying e crimes de ódio não são mais raridade. Em 2017, o suicídio da jovem americana Mallory Grossman, vítima de bullying constante nas redes sociais, chocou o mundo e acendeu um alerta: a violência virtual mata. No Brasil, episódios semelhantes se multiplicam, atingindo desde estudantes até figuras públicas. Insultos racistas, ataques homofóbicos e perseguições virtuais não são “piadas” nem “opiniões” são crimes que deixam cicatrizes invisíveis, mas devastadoras.
O problema é que, na internet, o agressor muitas vezes acredita estar protegido pelo anonimato. Essa falsa sensação de impunidade incentiva comportamentos que dificilmente seriam assumidos cara a cara. Plataformas digitais têm a responsabilidade de criar barreiras mais eficazes contra esse tipo de violência, mas a mudança verdadeira exige mais: uma educação que forme cidadãos conscientes, empáticos e críticos, capazes de entender que liberdade de expressão não significa licença para ferir.
A internet é apenas um espelho da sociedade. Se queremos um reflexo mais humano, precisamos mudar o que carregamos dentro de nós. Cada comentário, cada postagem, cada compartilhamento é uma escolha — e essas escolhas podem salvar ou destruir alguém. Combater o ódio online não é apenas uma questão de leis, mas de empatia, coragem e compromisso com a dignidade humana. Afinal, do outro lado da tela, existe alguém que sente, chora e, acima de tudo, merece respeito.