A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 08/08/2025
Nos dias atuais, a internet se tornou um ponto central para se comunicar e divulgar informações. Porém, essa mesma força que atinge muita gente, quando usada de forma errada e sem cuidado, acaba aumentando crimes de ódio e o bullying online. A ideia errada de que ninguém sabe quem está comentando, junto com a falta de regras de ética e leis realmente efetivas, faz com que as pessoas soltem preconceitos, discursos de ódio e coisas negativas na internet, sem pensar em como isso afeta as vítimas.
As consequências para quem sofre esses crimes são graves, e podem incluir ansiedade, depressão, baixa autoestima e prejuízos sociais. Em um exemplo recente, jogadoras da Seleção Brasileira feminina de vôlei, após conquistarem a prata na Liga das Nações (VNL) de 2025, foram alvo de mensagens ofensivas e misóginas nas redes. Esses ataques mostram como o ambiente virtual pode desmerecer até mesmo as maiores conquistas e afetar emocionalmente até atletas de alto rendimento.
É comum que, os que causam tal situação, sejam pessoas que se sentem seguras por causa do anonimato que que a internet propõe e, ao discordar minimamente de qualquer ideia apresentada, eles se aproveitam disso para espalhar o ódio, coisa que não poderiam fazer sem esse sigilo de identidade sem se comprometerem. Essa postura se conecta ao conceito de “banalidade do mal”, apresentado por Hannah Arendt, que explica como atos prejudiciais podem ser cometidos por outros quando não refletem sobre as consequências, podendo inclusive se esconder na desculpa de ter se tornado algo comum de se acontecer.
Portanto, tem se tornado cada vez mais urgente a adoção de medidas mais efetivas contra crimes de ódio e cyberbullying e para ajudar as vítimas. Para isso, cabe ao Estado criar leis mais rigrosas para os crimes virtuais, entrando também em comum acordo com as redes sociais para uma mais efetiva fiscalização dos usuários que cometem essas graves infrações e divulgação dos malefícios que essas ações trazem. Além disso, é necessário um maior acolhimento para as vítimas dos cibercrimes, o que inclui suporte psicológico, orientação jurídica e canais seguros para denúncias e a sensibilização da população.