A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 08/08/2025
Em 2015, a ONU lançou a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, com metas como a promoção da Saúde e Bem-Estar. No entanto, crimes de ódio e o cyberbullying impedem que usuários da internet vivenciem plenamente esse objetivo. Diante disso, é necessário refletir sobre a normalização da violência virtual e a falta de educação digital como causas centrais desse problema.
Nesse contexto, o discurso de ódio, cada vez mais comum nas redes sociais, tem sido naturalizado. O anonimato e a impunidade incentivam comentários ofensivos que afetam gravemente a saúde mental, sobretudo de jovens. Situações recorrentes de exposição e agressão online podem gerar traumas, isolamento, depressão e até suicídio, comprometendo o bem-estar individual e coletivo.
Além disso, a ausência de uma educação voltada ao uso responsável da internet agrava o cenário. Escolas raramente ensinam sobre empatia, ética digital e respeito no meio virtual, deixando os jovens despreparados para interações saudáveis no ambiente online. Tal lacuna educacional favorece a reprodução de comportamentos agressivos e a dificuldade em lidar com os impactos emocionais causados por eles.
Portanto, é essencial que o governo, junto às plataformas digitais, crie mecanismos de denúncia eficazes, intensifique a fiscalização e promova campanhas de conscientização sobre o respeito nas redes. Também é urgente incluir a educação digital nos currículos escolares, a fim de formar cidadãos mais conscientes, empáticos e respeitosos online. Somente com ações integradas será possível garantir que o ambiente virtual também contribua para a concretização da meta de Saúde e Bem-Estar proposta pela ONU.