A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 08/08/2025

A internet, embora tenha ampliado o acesso à informação e à comunicação, tornou-se palco para a propagação de discursos de ódio e práticas como o cyberbullying. O ambiente virtual, muitas vezes marcado pelo anonimato e pela impunidade, tem potencializado a violência simbólica e emocional, sobretudo contra grupos vulneráveis.

Segundo a ONG SaferNet, os casos de ataques virtuais, como racismo, homofobia e gordofobia, crescem anualmente no Brasil. O cyberbullying, por sua vez, afeta principalmente adolescentes, causando danos psicológicos como depressão, ansiedade e, em casos extremos, suicídio. Esses dados evidenciam que o uso irresponsável da internet pode ter consequências tão graves quanto a violência física.

Apesar da existência de legislações como o Marco Civil da Internet, a aplicação das leis ainda é limitada. Falta preparo técnico das autoridades e rapidez nas investigações. Além disso, muitas plataformas não removem conteúdos ofensivos com a devida agilidade, o que reforça a sensação de impunidade.

Para enfrentar esse problema, é necessário que o Estado invista em delegacias especializadas em crimes cibernéticos. As escolas devem promover educação digital crítica, estimulando o respeito e a empatia nas redes. Já as empresas de tecnologia precisam aprimorar seus sistemas de moderação com o uso de inteligência artificial.