A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 08/08/2025
A internet transformou a forma de comunicar e acessar informações, permitindo a conexão de pessoas em escala global. Contudo, esse avanço também abriu espaço para crimes de ódio e o cyberbullying, intensificados pelo anonimato e pela ausência de controle efetivo. Essas práticas, além de ofender, geram danos psicológicos duradouros e fragilizam a convivência democrática no meio digital.
No Brasil, a SaferNet registrou, em 2023, aumento superior a 50% nas denúncias de discurso de ódio. De acordo com Zygmunt Bauman, a liquidez das relações contemporâneas favorece interações superficiais, reduzindo a empatia e tornando mais fácil agredir o outro virtualmente. Assim, o ambiente online, que deveria ser espaço de diálogo e construção de conhecimento, acaba reproduzindo e amplificando preconceitos existentes na sociedade.
O cyberbullying, em especial, afeta de forma intensa adolescentes, podendo causar quadros de ansiedade, depressão e até suicídio. A falta de políticas públicas efetivas e de educação midiática contribui para a impunidade e para a repetição desses crimes. Experiências internacionais, como as campanhas da União Europeia contra o discurso de ódio, mostram que a combinação de regulamentação, educação e tecnologia pode reduzir de forma significativa tais práticas.
Para enfrentar o problema, o Estado deve implementar mecanismos mais rígidos de rastreamento e punição, enquanto escolas promovem programas de educação digital que formem cidadãos conscientes. Paralelamente, empresas de tecnologia precisam investir em moderação eficiente e canais de denúncia acessíveis. Somente com leis firmes, fiscalização e conscientização coletiva será possível transformar a internet em um ambiente seguro e saudável para todos.