A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 08/08/2025

Segundo a romancista brasileira Tati Bernardi, as redes sociais “profissionalizaram a imbecilidade”; nela, fofoqueiros e invejosos passaram a se considerar especialistas, enquanto a maledicência assumiu aparência de debate profundo. É evidente que, atualmente, a internet se tornou um meio em que as pessoas acreditam poder fazer o que bem entender. Desse modo, há uma propagação tanto de crimes de ódio quanto de diversos tipos de cyberbullying.

Em uma primeira análise, é possível destacar os crimes de ódio que ocorrem na internet, muitas vezes disfarçados de “brincadeiras”, que dificilmente seriam ditas pessoalmente. No ambiente virtual, os responsáveis por esses ataques sentem-se “protegidos” por trás das telas, principalmente pela ausência de uma punição concreta sobre o tema.

Além disso, o cyberbullying é extremamente perigoso e sério, porém muitas vezes é tratado com banalidade. Um exemplo disso é o caso da jovem Rehtaeh Parsons, de 17 anos, que se enforcou em abril de 2014 após meses de assédio e ofensas pela internet — situação que só foi levada a sério após a tragédia. Diante disso, é de extrema importância que as autoridades competentes atuem com rigor no controle dos conteúdos publicados nas redes sociais.

Portanto, é evidente que o ambiente digital tem servido como palco para atitudes ofensivas e violentas, muitas vezes legitimadas sob o pretexto da liberdade de expressão. Como destacou Tati Bernardi, o ódio disfarçado de opinião tem ganhado espaço nas redes. Para transformar essa realidade, o governo deve, em parceria com as plataformas digitais, intensificar a fiscalização e punir com rigor os responsáveis por ataques virtuais. Além disso, escolas e famílias devem promover a educação digital e o respeito nas interações online. Assim, será possível tornar a internet um espaço mais seguro e saudável para todos.